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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Estudando Garçon - Informações complementares/ Higiene

Informações Complementares

Higiene Pessoal

 

1. Higiene corporal

• Tomar banho diariamente.
• Lavar e secar bem os pés.
• Lavar a cabeça com freqüência e escovar bem os cabelos.
• Fazer a barba diariamente.
• Não utilizar bigodes e costeletas.
• Conservar as unhas curtas, limpas, sem esmalte ou base incolor.
• Escovar os dentes após as refeições, bem como ao levantar-se e antes de dormir.
• Não utilizar perfumes.
• Usar desodorante inodoro ou bem suave.
• Não aplicar maquiagem em excesso.
• Conservar os uniformes limpos.

 

2. Higiene das mãos

• Quando chegar ao trabalho.
• Depois de utilizar os sanitários.
• Depois de tossir, espirrar ou assoar o nariz.
• Depois de usar rodo, vassoura, panos e materiais de limpeza.
• Depois de fumar.
• Depois de recolher o lixo e outros resíduos.
• Depois de tocar em sacos, caixas, garrafas e alimentos não higienizados ou crus.
• Depois de pegar em dinheiro ou tocar nos sapatos.
• Depois de qualquer interrupção do serviço, especialmente entre alimentos crus e cozidos.
• Antes de manipular alimentos.
• Antes de iniciar um novo serviço.
• Antes de tocar em utensílios higienizados.
• Antes de tocar em alimentos já preparados.
• Antes e após o uso de luvas.
• Toda vez que mudar de atividade.
• Toda vez que as mãos estiverem sujas.

 

Como lavar as mãos

• Umedecer as mãos e antebraços com água.
• Colocar sabonete bactericida sobre as mãos úmidas.
• Esfregar as mãos e o antebraço.
• Enxaguar bem em água corrente.
• Secar com papel-toalha descartável ou anti-séptico (álcool 70%).

 

3. Como preparar o álcool a 70%: 250 ml de água em 750 ml de álcool (uma garrafa).

 

4. Utilização de luvas

4.1. Luvas descartáveis

Devemos utilizar luvas descartáveis quando não for possível utilizar utensílios e sempre por períodos rápidos. Cabe salientar que devem ser usadas luvas novas toda vez que você retornar a uma função interrompida. Deve-se observar o uso de luvas nos seguintes casos:

• na manipulação de alimentos prontos para consumo, que já tenham sofrido tratamento térmico;
• no preparo e manipulação de alimentos prontos para consumo, que não serão submetidos a tratamento térmico;
• na manipulação de saladas cujas hortaliças já tenham sido adequadamente higienizadas;
• deve-se dispensar o uso de luvas descartáveis quando estas implicarem em risco de acidente de trabalho, tais como: manuseio de fornos, fogões e frigideira elétrica.

• Ao tossir ou espirrar, o membro da equipe deve afastar-se do produto, cobrir a boca e o nariz, se possível com papel-toalha descartável e, depois, lavar imediatamente as mãos e fazer antisepsia.
• O suor deve ser enxugado com papel-toalha descartável e, a seguir, deve-se promover imediatamente a higienização correta das mãos.
• O manipulador com corte ou ferimento deve ser afastado do processamento enquanto o ferimento NÃO for completamente coberto e protegido por uma bandagem à prova d’água, firmemente fixada. Nesse sentido, para evitar que o curativo possa representar um risco de contaminação física, recomenda-se o uso de dedeira e luva descartável sobre o mesmo.

 

4.2. Luvas de malha de aço

Estas luvas são indicadas como item de segurança para qualquer atividade em que se usar faca. Manter as luvas sempre limpas é de suma importância; elas, sujas ou mal lavadas, implicam em contaminação do produto.

 

4.3. Luvas térmicas

As luvas térmicas são utilizadas como item de segurança. Deve-se atentar para a adequada higienização das mesmas e cuidar para que não toquem os alimentos quando usadas.

4.4. Luvas de borracha

Tais luvas são indicadas para proteção do manipulador. Devem ser distintas para cada atividade e mantidas sempre limpas, no desempenho das seguintes tarefas:

• lavagem de panelas e utensílios;
• coleta e transporte de lixo e resíduos;
• higienização dos tambores e contentores de lixo;

• limpeza dos sanitários e áreas de lixo;
• manipulação de produtos químicos.

 

5. Uniformes

• Conservar o vestuário em bom estado, sem rasgos, manchas, partes descosturadas ou furos.
• Manter os uniformes limpos, bem passados e trocados diariamente.
• Adotar o uso de avental de napa, quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem rapidamente; não utilizá-lo próximo ao calor.
• Não utilizar panos ou sacos plásticos para proteção do uniforme.
• Impedir que os funcionários uniformizados se sentem ou se deitem no chão, sobre sacarias ou locais impróprios.
• Impedir carregar no vestuário: canetas, lápis, espelhinhos, ferramentas, pentes, pinças, batons, alfinetes, presilhas, cigarros, isqueiros, relógios, etc.
• Adotar o uso de calçados fechados apropriados, em boas condições de higiene e conservação.
• Adotar o uso de meias adequadas, limpas e trocadas diariamente.
• Impedir, durante o trabalho, o uso de acessórios ou adereços tais como: anéis (incluídas as alianças), colares, relógios, correntes, amuletos, pulseiras, fitinhas e brincos.
• Manter os cabelos totalmente cobertos e protegidos, através de rede ou touca; não utilizar grampos para fixação de rede ou touca.
• Não permitir que qualquer peça do uniforme seja lavada no restaurante.

 

6. Hábitos pessoais dos manipuladores

Os hábitos dos manipuladores de alimentos são fatores muito importantes no controle higiênicosanitário dos processos produtivos. Qualquer das irregularidades descritas abaixo pode ser um risco de contaminação alimentar.

• Falar, cantar ou assobiar sobre os alimentos.
• Fumar, cuspir, pentear-se, assoar o nariz, circular sem uniforme.
• Coçar-se ou tocar-se no corpo.
• Espirrar ou tossir sobre os alimentos.
• Colocar os dedos no nariz, boca ou ouvido.
• Passar as mãos nos cabelos.
• Enxugar o suor com as mãos, panos de prato, aventais ou qualquer peça do uniforme.
• Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos.
• Fazer uso de utensílios e/ou equipamentos sujos.
• Provar alimentos com talheres e devolvê-los à panela sem prévia higienização.
• Sair do local de trabalho com o uniforme da empresa.
• Mascar goma; palito; fósforos ou similares; chupar balas; comer, etc.
• Manipular dinheiro.
• Tocar maçanetas com as mãos sujas.
• Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões; ferimentos; infecção no pêlo; diarréia ou disenteria; resfriado; gripe; tuberculose; faringite; amigdalite; ou outras infecções pulmonares.

 

Segurança dos alimentos

Relembrando as premissas

Em todo o mundo, todos os anos, milhões de pessoas são acometidas por doenças transmitidas por alimentos, também conhecidas pela sigla DTAs.

Os alimentos transmitem doenças quando se apresentam contaminados, sendo os contaminantes biológicos, como vírus, parasitas e principalmente bactérias, os responsáveis pelos maiores surtos já identificados em diversos países do mundo.

Na maioria dos casos, as DTAs são encaradas pelas pessoas como um mal passageiro, gerando um baixo índice de notificações em relação ao número de ocorrências existente, e dificultando muito o trabalho de identificação e prevenção das autoridades sanitárias.

De fato, os sintomas mais comuns relacionados a esse tipo de doença - dores abdominais, náuseas, vômito, dor de cabeça e febre - são muitas vezes tratados em casa ou com medicação simples.

No entanto, muitos quadros podem evoluir para casos mais graves, que podem levar à morte; as DTA’s são consideradas as maiores causas de mortalidade em países em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), principalmente no caso de pessoas mais suscetíveis, como crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas debilitadas ou que estejam se recuperando de algum tipo de doença.

A partir do estudo dos grandes surtos causados pela ingestão de alimentos contaminados, há indicações de que os principais alimentos envolvidos sejam de origem animal, com destaque para a carne bovina, frango, ovos, carne suína, pescados, moluscos e produtos derivados do leite.

Tais alimentos fazem parte de um grupo chamado “alimentos potencialmente perigosos”, com os quais se devem redobrar os cuidados, que incluem principalmente a prática de higiene pessoal eficiente, um rigoroso controle de higiene ambiental e regras para manipulação e armazenamento seguro dos alimentos, com destaque para os controles de tempo e temperatura a que os alimentos são expostos.

Portanto, a maneira mais eficaz de combater as contaminações e evitar suas complicações é seguir princípios e conceitos preventivos dentro das empresas de alimentação, através da aplicação de medidas de controle que garantam a segurança dos alimentos, desde sua aquisição até a sua distribuição para o consumo.

A legislação brasileira dispõe de regulamento técnico de Boas Práticas, abrangendo todos os cuidados necessários no trato dos alimentos, cuja desobediência configura infração de natureza sanitária, sujeitando a empresa às penas previstas em lei, que variam desde notificações até multas e interdição do estabelecimento. Todos os serviços de alimentação devem cumprir uma série de determinações relacionadas a todos os aspectos, processos e serviços da empresa, desde suas instalações, aquisição, armazenamento e manipulação dos alimentos até a definição de responsabilidades, documentação e registros.

As dez regras de ouro sobre segurança dos alimentos

1. Adquirir alimentos tratados de maneira higiênica.
2. Cozinhar bem os alimentos.
3. Consumir imediatamente os alimentos cozidos.
4. Armazenar cuidadosamente os alimentos cozidos.
5. Reaquecer bem os alimentos cozidos.
6. Evitar contato entre os alimentos crus e os cozidos.
7. Lavar as mãos freqüentemente.
8. Manter cuidadosamente higienizadas todas as superfícies da cozinha.
9. Manter os alimentos fora do alcance de insetos, roedores e outros animais.
10. Utilizar água pura.

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde/RJ.

 

Legislação Sanitária Federal

 

Lei nº 6437, de 20 de agosto de 1977

Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas e dá outras providências.

 

Lei nº 7967, de 22 de dezembro de 1989

Dispõe sobre o valor das multas por infração à legislação sanitária, altera a lei nº 6437 e dá outras providências.

 

Portaria nº 1428, de 26 de novembro de 1993

Determina que os estabelecimentos relacionados à área de alimentos adotem, sob responsabilidade técnica, suas próprias boas práticas de produção e/ou prestação de serviços, seus Programas de Qualidade, e atendam aos Padrões de Identidade e Qualidade (PIQs) para produtos e serviços na área de alimentos.

 

Portaria nº 326, de 30 de julho de 1997

Aprova o Regulamento Técnico sobre condições higiênico-sanitárias e de boas práticas de fabricação para estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos.

 

Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004

Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para serviços de alimentação.

 

NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.

 

NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. Esse Programa visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, levando em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

 

Responsabilidade ambiental

Em busca da ecoeficiência

Muito tem se falado sobre a questão do ambiente, aquecimento global e desenvolvimento sustentável.

Chegamos a um ponto em que essa questão deixou de ser um assunto “dos outros” e passou a afetar a todos nós. Os proprietários e colaboradores do segmento de alimentação fora do lar têm muito a contribuir. E o melhor é que, fazendo isso, estarão criando um forte vínculo com os seus clientes e a coletividade. O dono do estabelecimento também conseguirá redução de custos com a energia, o consumo de água e o uso racional de insumos e recursos. É hora de se buscar a ecoeficiência!

Para conseguir isso, é preciso informar sobre a criação de novos hábitos. A primeira estratégia é preciclar, ou seja, pensar no resíduo que será gerado em cada processo e com isso reduzi-lo ao máximo.

Isso se consegue com melhor planejamento, design de embalagens e revisão dos processos de produção e atendimento. No setor de fast food, por exemplo, uma única folha de papel economizada representa toneladas a menos lançadas no meio ambiente.

Alguns fatos

• Todos os dias são despejados milhares de toneladas de lixo urbano nos aterros sanitários.

Nas atividades do dia-a-dia, os bares e restaurantes geram, basicamente, três tipos de resíduos:

Tipo 1 – restos orgânicos
Tipo 2 – lixo reciclável
Tipo 3 – restos orgânicos contaminados.

• O resíduo do Tipo 1 refere-se aos restos de alimentos, tanto da cozinha quanto do consumo dos clientes. Se mantidos separados dos tipos 2 e 3, esses restos de alimentos podem e devem ser aproveitados para compostagem, gerando um rico adubo orgânico. Esse adubo poderá ser utilizado em projetos de agricultura familiar no plantio de frutas, legumes e verduras, que podem acabar retornando para consumo nos próprios bares e restaurantes. Os excedentes podem ser comercializados nos mercados públicos. Não é interessante? Tudo o que foi gerado pela natureza a ela deve retornar!

NOTA: a transformação dos resíduos orgânicos (restos de carne, pães, ovos, massas, cascas, sementes de frutas, legumes, verduras e alimentos em geral, preparados ou não) em composto orgânico requer instalações específicas e localização adequada. Pode se iniciar com uma unidade piloto e depois ser expandida. Com a adesão da coletividade, também poderá atender aos resíduos orgânicos domésticos.

• Os resíduos do Tipo 2 são: alumínio, papel, papelão, plásticos, vidros, isopor, tudo, enfim, que veio da indústria. A separação desses materiais permitirá sua reciclagem e reutilização, reduzindo grandemente o consumo de energia pela indústria. Ou seja, tudo o que foi produzido pela indústria a ela deve retornar!

• Apenas os resíduos do Tipo 3 devem ser destinados aos aterros sanitários. São papéis, estopas, panos, embalagens e outros materiais contaminados com restos de alimentos, produtos de limpeza, combustíveis e lubrificantes. Com isso, é possível se ampliar enormemente a vida útil dos aterros sanitários.

É importante que as instalações sanitárias tenham vazão adequada e os usuários sejam instruídos para que o papel higiênico usado seja lançado no próprio vaso sanitário, já que a celulose que compõe o papel se dilui em contato com a água.

Responsabilidade social

Estabelecidos os fatos, fica fácil perceber que ter uma atitude responsável para com a questão ambiental não só é realizável, mas traz benefícios para todos e contribui para a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Mas, sem uma conexão forte e responsável com a coletividade, isso não será possível. Se mais e mais empresas aderirem a essa iniciativa, teremos volumes economicamente viáveis para a compostagem.

Identificando comunidades de agricultores, que possam produzir hortifrutigranjeiros utilizando compostos orgânicos, teremos um novo elo nessa cadeia virtuosa. Bastará selar acordos de fornecimento a preços justos e teremos a imprescindível viabilidade econômica.

Quanto aos recicláveis e reutilizáveis, já existem muitas comunidades de catadores que passariam a efetuar a coleta em condições dignas, gerando renda e beneficiando a população mais carente.

Como executar?

A adoção de um programa interno de informação deve iniciar o processo. A disponibilização de recipientes sinalizados para cada tipo de resíduo deve começar nos bastidores do bar ou restaurante e, posteriormente, chegar ao salão. Paralelamente, será importante adotar também estratégias que levem à redução progressiva do consumo de energia elétrica e de água no estabelecimento.

NOTA: o Conama recomenda um padrão de cores (Resolução Conama 275, de 25/04/01) que, quando aplicado, resulta na utilização de dez diferentes recipientes para coleta seletiva. Entretanto, facilitar uma boa prática, tornando-a factível dentro de um segmento tão dinâmico como o de alimentação fora do lar, é o objetivo dessa estratégia. Reduzindo a quantidade de recipientes, os resíduos recicláveis (Tipo 2), quando isolados dos demais, podem ser facilmente classificados em locais apropriados da cidade, onde se processam grandes volumes de resíduos.

Que tal, então, lançar uma campanha informando a todos os clientes as novas práticas do bar ou restaurante? Certamente, isso trará visibilidade e construirá uma imagem positiva para o estabelecimento. A adesão do cliente tende a ser entusiástica quando uma campanha é bem conduzida e provoca o exercício da responsabilidade ambiental por parte de todos.

Iniciado o processo e garantida a sua funcionalidade, é hora de ativar os canais externos, fazendo contatos com a coletividade e suas lideranças. Todos devem unir suas forças para esse projeto que é ético, justo, realizável e inadiável. Procure saber mais, consultando um especialista em gestão ambiental.

Contamos com vocês, e a natureza agradece!

 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Estudando Panificação - Higiene e Profissionalismo

Higiene e Profissionalismo

Princípios do Profissionalismo

Asseio pessoal
Atitude positiva perante o trabalho.
Boa saúde mental e física.
Habilidade para trabalhar numa equipe.
Vontade de aprender.
Horror ao desperdício.
Humildade para conseguir experiência.
Dedicação à qualidade.

Vigilância Sanitária

A maioria das doenças causada por alimentos provem de bactérias.

Elas podem ser classificadas em 4 tipos:

1- Inofensivas. Não nos preocupamos com estas.
2- Úteis. Estas bactérias nos ajudam, por exemplo para digerirmos os alimentos, outras são utilizadas para a produção de queijos, iogurtes, etc.

3- Indesejáveis. São as que causam o apodrecimento e a decomposição. Estam podem ou não nos fazer mal, mas quase sempre denotam sua presença pelo mal cheiro ou por seu aspecto, quase sempre provocam descoloração ou modifi cação da cor do alimento. Em dúvida jogue fora. Porém isso nos traz prejuízo, melhor é conservar bem os alimentos.
4- Patológicas. Estas geralmente não mostram sua presença, são realmente traiçoeiras e podem nos causar muito mal, inclusive a morte.

Bactérias patológicas

As bactérias em condições adequadas se multiplicam numa velocidade espantosa. Podem dobrar o seu número a cada 15 minutos. Isso signifi ca que uma simples bactéria pode se multiplicar e chegar a um milhão em poucas horas:1-2-4-8-16-32-64-128-256-512-1024-2148-4096-8192-16384-32768-65536-131072-262144-524288-1048576 em 20 vezes 15 minutos que é igual a 5 horas.

As bactérias gostam muito das nossas comidas, principalmente as mais ricas em proteínas, carnes, leite, ovos, etc, elas precisam de água para absorver o alimento, é por isso que os alimentos desidratados se conservam bem, inclusive elas não gostam de muito sal nem muito açúcar, por isso essas são as melhores maneiras de se conservar os alimentos: secar, salgar e adoçar. Apesar delas demorarem um certo tempo para se adaptar a um novo ambiente, elas crescem mais velozmente entre 4°C e 60°C, por isso na geladeira elas se multiplicam mais devagar (não param de se multiplicar) e a Pasteurização as mata.

As bactérias preferem meios neutros, não gostam de acidez excessiva e nem de alcalinidade excessiva, a maioria precisa de ar mas uma das mais perigosa é anaeróbica, vivem dentro de latas e causam o Botulismo, que pode ser letal. Não basta matarmos as bactérias pois seu excremento, as toxinas podem ser igualmente perigosas. As bactérias não tem pés, elas precisam ser transportadas por alguém ou alguma coisa, que geralmente são: mãos, tossidos e espirros, outras comidas que já estejam contaminadas, equipamentos e utensílios sujos ou incorretamente lavados, ar, água, insetos, ratos e camundongos.

Outras doenças transmitidas por alimentos

São várias as doenças que podem ser transmitidas pelos alimentos, eis algumas: Hepatite, que pode ser transmitida por práticas sem higiene de cozinheiros infectados, e produtos vindos de águas poluídas. Cisticercose, que pode ser adquirida através de legumes, verduras e frutas mal lavadas. A cisticercose écausada pela ingestão acidental dos ovos da Taenia solium: platelminto que tem como hospedeiros intermediários os suínos. Indivíduos com teníase, por possuírem em seu organismo a forma adulta da tênia, liberam ovos destes animais, juntamente com suas fezes, podendo contaminar a água ou mesmo alimentos ou mãos. Assim, ao se ingerir os ovos da T. solium, este parasita se encaminha do trato digestório à corrente sanguínea, e se aloja em órgãos como cérebro, olhos, coluna ou músculos. Para prevenir esta doença é preciso tomar algumas medidas, tais como: lavar as mãos depois de defecar e antes de manipular alimentos, beber água mineral ou fervida, lavar e retirar a casca das frutas antes de consumi-las, evitar alimentos que possam estar contaminados com fezes, evitar o consumo de carnes cruas ou mal passadas, especialmente a carne suína.

Higiene Pessoal

1- Não trabalhe com comida se você tem alguma doença infecciosa.
2- Tome banho e barbeie-se todos os dias.
3- Use somente roupas limpas.
4- Mantenha os cabelos cortados e penteados, use sempre um chapéu. Se você lavar e pentear os cabelos várias vezes ao dia, eles ficarão presos ao pente.
5- Mantenha bigodes e barba limpas e curtas.
6- Lave as mãos e partes expostas dos braços, e lave-as rotineiramente durante o serviço. Principalmente após comer, beber, ou fumar ou ir ao banheiro.
7- Cubra com as mãos tossidos e espirros, depois lave-as imediatamente.
8- Mantenha as mãos afastadas da sua face, olhos, cabelos, e braços.
9- Mantenha as unhas curtas e limpas. Não use esmalte.

10- Nunca fume ou masque chicletes no trabalho.
11- Cubra qualquer machucado ou arranhões com bandagens limpas. Se forem nas mãos coloque luvas.
12- Nunca sente-se numa mesa de trabalho.

Temperaturas adequadas para guardar os alimentos

Abaixo de -20°C: As bactérias não se desenvolvem, muitas podem morrer, Essa é a melhor temperatura para guardar alimentos congelados.
Entre 0°C e -20 °C: As bactérias não se multiplicam mas não morrem.
Entre 0°C e 4°C: A comida fi ca salva por curtos períodos. O crescimento das bactérias é vagaroso.
Entre 4°C e 60°C: AS bactérias se multiplicam muito rapidamente.
Entre 60°C e 74°C: As bactérias não se multiplicam, mas muitas não morrem.
Entre 74°C e 100°C: A maioria dos organismos que causam doenças morrem.

A pasteurização está relacionada também com o tempo em que o alimento fica a uma determinada temperatura, o leite por exemplo fica 30 minutos a 60°C ou a 75°C por 20 segundos.

Para não estragar os alimentos por congelamento, etc, deve-se conservar as batatas, cebolas, etc, entre 10°C e 18°C, os vegetais e frutas entre 4°C e 7°C, os ovos entre 3°C e 4°C, leite e creme de leite entre 2°C e 4°C, carnes entre 0°C e 2°C, peixes entre 1°C e -1°C.

Estudando Gastronomia - Higiene e normas de higiene.

Higiene

A boa apresentação do profissional é fator indispensável, pois reflete sua preocupação e seus cuidados com a higiene. O uniforme deve estar completo, bem conservado e limpo, com troca diária e sua utilização deve ser somente nas dependências internas do estabelecimento. O profissional deve exercer suas atividades dentro da cozinha sempre respeitando horário e as seguintes normas:

• Tomar banho diariamente;
• Manter os cabelos limpos e protegidos com rede para cabelo e toque de chef;
• Fazer e/ou aparar barba e bigode diariamente;
• Manter as unhas curtas, limpas, sem esmalte ou base;
• Usar o uniforme completo;
• Lavar as mãos sempre que se ausentar da cozinha ou após tossir, tocar no  cabelo, no nariz, espirrar etc;
• Não é permitido o uso de maquiagem;
• Não é permitido o uso de adornos (colares, amuletos, pulseiras ou fitas,  brincos, relógios, anéis, aliança, piercing).
 
Além dessas recomendações, é preciso evitar:

• Falar, cantar, assobiar, tossir ou espirrar perto dos alimentos;
• Mascar goma, palito, chupar balas ou comer durante as produções;
• Experimentar alimentos com as mãos, somente com colher descartável;
• Tocar o corpo;
• Enxugar suor com as mãos, panos ou qualquer peça da vestimenta;
• Manipular dinheiro. 

Todo profissional de cozinha deve sempre ter em mente que seu trabalho envolve a  elaboração de alimentos e, por isso, o cuidado com a higiene deve se tornar um hábito constante.

Para manter uma boa saúde é necessário  conservar o corpo limpo, adquirir bons hábitos  e manter uma atitude mental sã. Todas as pessoas que têm contato com os  alimentos devem efetuar um exame médico completo no início da sua atividade  profissional. Devem repeti-lo periodicamente e sempre que existam razões que  justifiquem a realização de novos exames.

O manipulador de alimentos deve saber que existem determinadas doenças que podem ser transmitidas através dos alimentos contaminados,  designadamente as infecções alimentares. As pessoas que trabalham com  alimentos não podem sofrer de qualquer doença infecto-contagiosa como por  exemplo a tuberculose ou a hepatite.

Algumas situações  podem justificar o  afastamento temporário  das pessoas que manipulam  os alimentos:

• Dores abdominais,  diarreia, febre, náuseas  e vômitos;
• Anginas, tosse ou  corrimento nasal;
• Processos inflamatórios da  boca, olhos e ouvidos;
• Lesões da pele como  erupções, furúnculos, feridas infectadas.

 

NORMAS DE HIGIENE

As  principais  normas  de  higiene  para  o  pessoal  que  trabalha  na cozinha são:

- Higiene do corpo - banho ou ducha
- Higiene da boca  e dentes
- Limpeza e corte das unhas
- Barba feita
- Cabelos devidamente arranjados
- Lavagem  das mãos.

 As  mãos  são  uma  importante  fonte  de  contaminação  para  os  alimentos.  Devem  estar  sempre  limpas,  as  unhas  curtas  e  de  preferência sem esmalte.

Nas mãos ásperas, com fissuras, cortes ou  feridas os microrganismos podem instalar-se e  constituir um perigo para os consumidores, se  não forem tomadas as devidas precauções.

Se  usar  luvas  para  a  manipulação  dos  produtos alimentares estas devem ser mantidas em boas condições de higiene.

A  higiene  das  mãos  deve  constituir  um  ponto  importante  na  educação  sanitária daqueles que manipulam os alimentos.

 

Hábitos de Higiene

Vestuário:

O manipulador de alimentos deve iniciar o  seu dia de trabalho com o vestuário/farda/avental de proteção limpo e deve manter-se assim,  tanto quanto possível, ao longo de toda a  tarefa.

O  vestuário  deve  ser  confortável  e  adequado ao trabalho a realizar.

- Proteger devidamente o cabelo com barrete ou toca. O cabelo deve estar limpo e sempre que a tarefa o justifique bem protegido. O cabelo pode ser portador de agentes patogênicos e contribuir para a contaminação dos alimentos.

 

CUIDADOS A TER COM AS MÃOS
 
Recomenda-se o uso de sabonetes anti-sépticos e cremes amaciadores. As escoriações ou cortes de pouca importância devem ser tratados e  protegidos com curativos impermeáveis e  de cores vivas.

Quando deve lavar as mãos

• Antes de iniciar, durante e no fim de  qualquer tarefa
• Depois de usar as instalações  sanitárias
• Quando mexer no cabelo no nariz ou noutra parte do corpo;
• Sempre que considere necessário.
• Depois de utilizar os sanitários.

 

DURANTE O SERVIÇO:

Hábitos  que se deve evitar  quando manipula alimentos:

• Colocar os  dedos  na  boca  e  nariz,  olhos  e  ouvidos
• Mexer no cabelo
• Roer as unhas
• Fumar
• Comer
• Mascar chicletes
• Meter as mãos nos bolsos
• Mexer em dinheiro, jornais, etc.. Se tal   acontecer lavar imediatamente as mãos.
• Tossir ou espirrar. Quando não seja possível, proteger a conspurcação da tosse ou espirro com o lenço. Lavar as mãos em seguida.
• Provar o que está sendo cozinhado com os dedos. Para isso  utilizar uma colher ou provete, que em seguida será lavada.

Duma maneira geral, sempre que seja  necessário manusear utensílios em estado higiênico deficiente, lavar as mãos  imediatamente.

 

COMO SE DEVE LAVAR AS MÃOS

1. Molhar as mãos;
2. Ensaboar bem, de preferência com sabão líquido;
3. Escovar as unhas com escova própria;
4. Passar por água corrente para retirar o sabão;
5. Desinfectar com solução desinfectante própria para mãos;
6. Secar, de preferência com toalhas de papel ou secador.

As pessoas que estão em contato com produtos alimentares devem manter um elevado nível de higiene pessoal e bons hábitos de higiene durante todo o período de trabalho.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Dicas para quem quer começar a trabalhar com confeitaria .

Utensílios e equipamentos utilizados na confeitaria

Para um bom trabalho dentro do ramo da confeitaria é essencial ter uma boa infraestrutura, equipamentos e utensílios. 

Os equipamentos básicos necessários para o desenvolvimento de um bom trabalho são: fornos, amassadeiras, cilindros médio (para sovar a massa), batedeiras, modeladoras, divisoras de massas, miniforno, balanças, freezers, mesa (preferencialmente de mármore, aço inox ou fórmica). 

Ainda existem alguns equipamentos, de maior nível tecnológico, que facilitam o trabalho do confeiteiro, como o congelador, ultracongelador, batedeira de alta potência, entre outros. 

Alguns equipamentos 

Forno 

O forno utilizado na confeitaria é geralmente como o da figura abaixo: 



Um forno de qualidade deve obter as seguintes características: 

• gerar calor e vapor em quantidade satisfatória; 

• ter fácil controle de temperatura; 

• permitir trabalhar por tempo integral; 

• ter boa distribuição de calor interno; 

• ser de fácil carregamento e descarregamento; 

• ser de fácil manutenção e não muito frequente; 

• permitir uma limpeza fácil; 

• ocupar o mínimo de espaço possível. 

Os fornos elétricos também são muito eficientes e oferecem algumas vantagens sobre os demais, como: 

• ausência de fumaça, cinzas ou carvão; 

• menor aquecimento do ambiente; 

• maior facilidade de controle de temperatura; 

• maior facilidade na locomoção.

A função “vaporizar”, não encontrada nos fornos convencionais usados geralmente nas residências, é muito importante, pois evita com que as massas fiquem ressecadas. É normal que as massas percam água quando são assadas, porém com a injeção de vapor de água dentro da câmara do forno, esse ressecamento é evitado, além de também proporcionar brilho às superfícies dos alimentos assados. 

Batedeira 

A batedeira utilizada na confeitaria é geralmente como a da figura abaixo: 

Seus acessórios costumam ser:

• batedor tipo globo, feito de aço inoxidável, para bater as massas leves; 

• batedor tipo raquete, feito de alumínio para bater as massas médias; 

• batedor tipo gancho, feito de alumínio para bater as massas pesadas. 



Essa batedeira possui três velocidades: 60, 90 e 120 rpm (rotações por minuto). O ajuste de velocidade pode ser feito com o equipamento já ligado.
Balança 

Existem dois tipos de balança que podem ser usadas na confeitaria, sendo a mecânica e a eletrônica. 

A balança mecânica é mais comum. Porém, para registrar o peso correto, precisa estar rigorosamente ajustada. 

1.6 - Normas básicas de higiene nas instalações e equipamentos

Assim como é preciso ter cuidados básicos de higiene ao produzir um alimento, também é necessário manter a higiene do local, equipamentos e utensílios utilizados para a produção dos alimentos. 

Veremos abaixo algumas regras básicas que se aplicam a este item: 

• os equipamentos utilizados para a fabricação dos alimentos devem ser lavados logo após o seu uso, evitando a proliferação de bactérias; 

• manter todos os recipientes, seja de temperos ou ingredientes, convenientemente tapados; 

• manter as superfícies de trabalho, como mesas, pias e fogões, adequadamente limpas. Nos intervalos do trabalho não deixar superfícies e utensílios sujos; 

• não acumular muito lixo dentro do cesto, mantê-lo sempre tapado e distante dos alimentos. 

• impedir que animais de estimação transitem pelos locais de armazenagem, preparação ou consumo de alimentos. 

• não usar os mesmos talheres e utensílios em alimentos não cozidos ou não lavados, em alimentos já cozidos ou preparados, evitando o risco de contaminação decorrente de alimentos não cozidos ou não higienizados; 

• manter o chão do ambiente, sempre, devidamente limpo; 

• os produtos de limpeza devem ser armazenados separadamente dos alimentos e utensílios; 

• todos os utensílios utilizados, devem ser lavados e guardados já secos.